No Mês das Mães, o Brasil
ultrapassou a marca de 1 milhão de gestantes vacinadas contra o vírus sincicial
respiratório (VSR), principal causador da bronquiolite em bebês. As doses foram
aplicadas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que passou a ofertar
a vacina de forma inédita em todo o país.
A imunização protege os
recém-nascidos desde os primeiros dias de vida, fase em que o risco de
complicações respiratórias é maior. Em São Paulo, entre dezembro de 2025 e maio
de 2026, já foram aplicadas 165.284 doses da vacina em gestantes, o que
representa 73,1% de cobertura vacinal no estado.
O avanço da vacinação já reflete
nos indicadores de saúde infantil. De janeiro a abril de 2026, as internações
de crianças menores de dois anos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG)
associada ao VSR caíram 52% em comparação com o mesmo período de 2023, passando
de 6,8 mil para 3,2 mil casos. Os óbitos também registraram queda de 63% — de
72 para 27 mortes.
A vacina foi incluída na rede
pública em 2025, após análise técnica e recomendação da Comissão Nacional de
Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec). A medida representa um avanço
significativo para a saúde pública, especialmente considerando que, na rede
privada, a mesma vacina pode custar até R$ 1,5 mil.
Ao todo, 1,8 milhão de doses
foram distribuídas para a proteção de gestantes a partir da 28ª semana de
gestação. A estratégia está ativa em todo o país, nas Unidades Básicas de Saúde
(UBSs), e busca garantir proteção antes do período de maior circulação do
vírus, que costuma atingir o pico entre os meses de abril e maio.
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