O
ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi preso preventivamente agora há pouco a
pedido da Polícia Federal (PF), com autorização do Supremo Tribunal Federal
(STF). A medida não tem relação com a condenação por tentativa de golpe de Estado,
mas se trata de uma decisão cautelar.
A prisão foi
determinada à pretexto de garantir a ordem pública, após o senador Flávio
Bolsonaro (PL-RJ) convocar, na noite dessa sexta-feira (21), uma vigília em
frente ao condomínio do pai. A PF avaliou que o ato representava risco para
participantes e agentes policiais, dada a alta probabilidade de confronto.
Bolsonaro foi
detido por volta das 6h e reagiu com tranquilidade à prisão preventiva. A
ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro não estava em casa no momento da detenção.
O comboio que
transportava o ex-presidente chegou à sede da PF às 6h35. Até a última
atualização desta reportagem, ele passava por exame de corpo de delito. Agentes
do Instituto Médico-Legal (IML) foram até o local para realizar o procedimento
e evitar exposição desnecessária.
Bolsonaro foi
levado para a Superintendência da Polícia Federal, onde ficará em uma sala de
Estado, espaço reservado para autoridades como presidentes da República e
outras altas figuras públicas.
Condenação e pedido da defesa
Bolsonaro foi
condenado a 27 anos e 3 meses de prisão pelo STF, em setembro, por tentativa de
golpe de Estado. A condenação ainda não transitou em julgado e segue em fase de
recursos.
Na
sexta-feira, a defesa de Bolsonaro pediu ao ministro Alexandre de Moraes que
substitua o regime inicial fechado por prisão domiciliar humanitária.
No pedido
protocolado pela defesa, os advogados afirmam que Bolsonaro tem “quadro clínico
grave”, sofre de “múltiplas comorbidades” e que uma eventual transferência para
o sistema prisional representaria “risco concreto à vida”.
A defesa
informou que vai recorrer da condenação, mas havia pedido a adoção urgente da
medida, para que Bolsonaro permanecesse em casa enquanto o caso não fosse
concluído.
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