Matéria
divulgada nesta sexta-feira (30) pelo g1
Santos e Região mostram, de forma incontestável, a deterioração física
causada pelo vício em drogas pesadas (como a cocaína e o crack).
As
fotos são de Mônica Bragaia e registraram ela na juventude e com 49 anos. Mesmo
considerando o envelhecimento natural, a transformação do rosto é lamentável e
mostra quão imperdoáveis são as drogas.
Mônica
foi encontrada morta, sem indícios de violência física, na calçada de uma
avenida de Praia Grande (SP), perto de um lixão. Mesmo sem portar nenhum
documento pessoal e com o rosto transformado, ela foi reconhecida pelo pai, que
tem 80 anos.
Segundo o
genitor, Mônica passou a usar drogas pesadas quando tinha 39 anos, saiu de casa
e passou a morar nas ruas. Em depoimento à polícia, o idoso disse que Mônica
começou nas drogas usando cocaína e maconha, mas depois se envolveu também com
crack.
O
jornalista Antônio Cassimiro, de 59 anos, contou ao g1 que conheceu Mônica há aproximadamente 30 anos. “Quando eu
conheci a Mônica, ela era uma jovem muito vistosa. As pessoas gostavam dela
pelo semblante sempre alegre. Uma menina radiante”, relembrou.
Mônica
e a mãe frequentavam a mesma igreja que Cassimiro, mas após a morte da
genitora, ela abandonou a religião e passou a optar por noites de festas. “(Mônica)
começou a ter um comportamento de uma pessoa que estava vivendo algum
relacionamento com bebidas ou drogas”, relembra Antônio.
O último reencontro
dos amigos aconteceu em 2018, quando o jornalista localizou Mônica perto da
igreja que um dia frequentaram. “Ela estava mancando, totalmente desfigurada,
cabelos que demonstravam estar sem lavar (há) muito tempo e o cheiro também”,
descreveu.
Para o
jornalista, a história da sua amiga evidencia a necessidade de políticas
públicas voltadas à recuperação de usuários de drogas. “As famílias têm um
limite. Então, é mais ainda importante a atuação do poder público”, afirmou.

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