A prova de
vida do INSS passou a ser realizada, em regra, de forma automática, eliminando
a necessidade de comparecimento anual a bancos ou agências para a maioria dos
aposentados e pensionistas. O procedimento agora ocorre por meio do cruzamento
de dados em bases oficiais do governo, com o objetivo de trazer mais comodidade
aos beneficiários e reduzir deslocamentos.
O sistema considera registros como atualização do CPF, atendimentos no SUS, vacinação, emissão de documentos oficiais, movimentações bancárias com biometria e acessos ao aplicativo Meu INSS. Caso haja confirmação por meio dessas interações, a prova de vida é validada automaticamente.
Segundo a advogada
Raquel Fabiana, do escritório Bosquê & Grieco, a mudança representa um
avanço, mas não elimina a necessidade de acompanhamento por parte do segurado.
Assim, é fundamental que o beneficiário acompanhe sua situação pelo aplicativo
e mantenha seus dados atualizados, para evitar a suspensão do benefício.
Em casos em
que o INSS não consiga confirmar a vida do segurado por ausência de registros
recentes, o beneficiário pode ser notificado para realizar a prova de vida de
forma ativa, seja pelo aplicativo, pelo site oficial ou presencialmente,
conforme orientação.
“A ausência de
comprovação não significa cancelamento definitivo do benefício, mas pode gerar
suspensão temporária dos pagamentos até que a situação seja regularizada”,
explica a advogada. “Por isso, a informação é a principal aliada do
aposentado.”
A especialista
também alerta para tentativas de fraude envolvendo a prova de vida. “O INSS não
solicita dados pessoais, senhas ou pagamentos por telefone, mensagens ou redes
sociais. Qualquer abordagem fora dos canais oficiais deve ser vista com cautela”,
reforça.
A recomendação
é utilizar apenas os canais oficiais do governo e, em caso de dúvida, buscar
orientação especializada.
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