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Depois de ser acusado de assédio, desembargador que absolveu homem por estupro de vulnerável reforma decisão e condena réu

 

O desembargador Magid Nauef Láuar, da 9ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), acolheu o recurso do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e condenou nesta quarta-feira (25), o homem de 35 anos, acusado de estupro de vulnerável contra uma menina de 12, com a qual ele estava mantendo um relacionamento com o consentimento da mãe dela, em Indianópolis, no Triângulo Mineiro.

Decisão do Tribunal de Justiça de MG manteve condenação de primeira instância pelas prisões do réu e da mãe da menina de 12 anos que sofreu os abusos

O magistrado, que havia decidido pela absolvição do réu por considerar que havia "vínculo afetivo consensual" entre ele e a vítima, decidiu manter a sentença condenatória de primeira instância e determinou a expedição imediata de mandado de prisão do suspeito. Ele ainda condenou e mandou prender a mãe da vítima.

Os dois réus haviam sido condenados a nove anos e quatro meses de prisão pela 1ª Vara Criminal e da Infância e da Juventude da Comarca de Araguari, em novembro de 2025. Eles recorreram, por meio da Defensoria Pública de Minas Gerais, e os desembargadores da 9ª Câmara Criminal do TJMG decidiram pela absolvição de ambos, no dia 11 de fevereiro.

O desembargador Magid Nauef Láuar considerou na decisão que "o relacionamento mantido entre o acusado e a menor não decorreu de ato de violência, coação, fraude ou constrangimento, mas sim de um vínculo afetivo consensual, com prévia aquiescência dos genitores da vítima e vivenciado aos olhos de todos".

Após a absolvição, o caso ganhou repercussão nacional e Magid Láuar acabou acusado por um sobrinho e por uma advogada de tê-los assediado sexualmente anos atrás. As denúncias estão sendo apurados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJU).

 

Entenda o caso

O MPMG havia oferecido denúncia contra o suspeito em abril de 2024 por estupro de vulnerável devido à "prática de conjunção carnal e de atos libidinosos" contra a vítima. A mãe da menina também foi denunciada porque teria se omitido mesmo tendo ciência dos fatos.

Segundo as investigações, a adolescente estava morando com o homem, com autorização da mãe, e tinha deixado de frequentar a escola, o que fez a escola acionar o Conselho Tutelar e o crime foi descoberto.

O suspeito foi preso em flagrante no dia 8 de abril de 2024. Na delegacia, ele admitiu que tinha relações sexuais com a vítima. A mãe dela afirmou que deixou o homem "namorar" a filha.

Em novembro de 2025, os dois foram condenados à prisão pela 1ª Vara Criminal e da Infância e da Juventude da Comarca de Araguari. Eles recorreram e, por maioria de votos, a 9ª Câmara Criminal do TJMG decidiu pela absolvição de ambos.

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