O júri popular
do ex-policial militar Eduardo José de Andrade, de 24 anos, foi anulado depois
que ele ameaçou cortar as cabeças da juíza e dos jurados. A sessão estava sendo
realizada por meio de videoconferência na quinta-feira (12) em São José do Rio
Preto (SP), e na pauta estava o assassinato de um homem em 2022.
Após confessar
o homicídio, Eduardo de Andrade (foto acima) afirmou: “Eu matei, não me arrependo. Quando eu
sair para a rua, vou continuar matando”, declarou.
Após isso, o réu
fez ameaças de morte aos jurados responsáveis pela condenação anterior, em
fevereiro de 2025, quando recebeu a pena de 29 anos de prisão pelo assassinato
de João Gonçalves Filho, de 39 anos.
Em seguida,
Eduardo afirmou que cortaria a cabeça de três homens e quatro mulheres que
estavam no Júri de quinta-feira. “Eu vou cortar a cabeça de um por um e vou
mandar na casa deles no dia em que eu sair daqui. Eu vou cortar a cabeça da
doutora (juíza), porque eu tenho autorização para isso”, declarou Eduardo.
Diante da
intimidação, a juíza interrompeu a sessão ao questionar os jurados do atual
júri se tinham condições de permanecer ou se sentiam ameaçados. O primeiro
jurado logo respondeu que não se sentia apto a continuar. Com isso, o
julgamento foi anulado.
Não há data
para o novo júri. O ex-policial responde ao processo preso, no Centro de
Detenção Provisória Guarulhos II.
Eduardo
José de Andrade foi expulso da PM depois de ser condenado a 29 anos de prisão
pelo assassinato de um homem de 39 anos, por causa de uma dívida com drogas.
Além de homicídio, ele foi também condenado por tráfico de entorpecentes.
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