O ministro de
Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse nessa quarta-feira (18), que o
governo federal “não dará trégua” para quem elevar o preço dos combustíveis
indevidamente ou praticar “crime contra a economia popular”.
Em
pronunciamento a jornalistas durante o Leilão de Reserva de Capacidade de
Energia, em São Paulo, o ministro informou que ações de fiscalização e também
de desoneração foram tomadas para frear o aumento do preço dos combustíveis no
país, afetado pela alta do petróleo no mercado internacional no contexto da
guerra no Oriente Médio.
“Nós estamos
agindo com a Polícia Federal, ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e
Biocombustíveis), Receita Federal, Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor)
e sinergizando com os Procons dos estados para que a gente possa fiscalizar (os
preços dos combustíveis)", disse.
A União propôs
na quarta-feira que estados e o Distrito Federal zerem temporariamente o
Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que incide na
importação de diesel, para conter a alta dos preços dos combustíveis. Em
contrapartida, a União se compromete a compensar 50% da perda de arrecadação.
Na semana
passada, o governo já havia anunciado a suspensão das alíquotas do PIS e da
Cofins sobre a importação e comercialização do diesel.
Silveira afirmou que o governo adotou as medidas de forma proativa, criando uma compensação ao aumento do diesel anunciado pela Petrobras. "E agora o governo avança mais, unificando as suas forças de vigilância, para poder combater não só o crime organizado no setor de combustível, como também o crime contra a economia popular e o crime contra os cartéis", concluiu o ministro.
Fiscalização
Segundo o
ministro, a Polícia Federal instaurou inquéritos para investigar casos já
detectados de abusos nos preços dos combustíveis. De acordo com a ANP, 46
postos e uma distribuidora de combustíveis foram fiscalizados na terça-feira em
22 cidades de dez estados e do Distrito Federal. Durante a ação, foram lavrados
11 autos de infração e três de interdição, por diferentes motivos.
“Esses dados
serão analisados pela ANP e, em caso de caracterização de preços abusivos,
poderão gerar autuações, processos administrativos e, ao final dos processos,
multas”, disse a ANP, em nota.
Segundo a
agência, as multas podem variar entre R$ 50 mil e R$ 500 milhões, dependendo da
gravidade da conduta e do porte do infrator. (fonte: Agência Brasil)
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