O espetáculo
"Uma Semana, Nada Mais", sucesso de público na América Latina, chega
a Guararapes com entrada gratuita. As apresentações acontecem nos dias 8 e 9 de
maio, às 20h, e 10/5, às 18h, no Anfiteatro da Escola João Arruda Brasil. A
classificação é de 14 anos e os ingressos podem ser retirados na Biblioteca
Municipal (rua Prudente de Moraes, 575, Centro), de segunda a sexta-feira, das
8h às 11h e das 13h às 17h.
A montagem é
uma adaptação da comédia francesa de Clément Michel, que já foi vista por mais
de 400 mil pessoas em países como Argentina, Uruguai e Chile. No Brasil, a
versão tem direção de João Fonseca, tradução de Priscilla Squeff e reúne no
elenco Sophia Abrahão, Leandro Luna e Beto Schultz. A produção é da Viva Cultural
e Zero Grau Filmes.
Na trama,
Pablo (Leandro Luna) pede ao seu melhor amigo Martín (Beto Schultz) que vá
morar com ele e sua namorada Sofía (Sophia Abrahão). O objetivo é claro:
desestabilizar a relação para provocar o fim do namoro.
O plano se estende
por uma semana – tempo suficiente para expor fragilidades, egoísmos e
contradições dos três personagens. A convivência forçada serve de pano de fundo
para discutir os limites dos relacionamentos afetivos contemporâneos, por meio
do humor. A encenação aposta no riso como meio de provocar reflexão sobre o
modo como construímos – e desmontamos – nossas relações interpessoais.
Para João
Fonseca, que assina a direção, o interesse pela peça veio do modo como a trama
se desdobra. “A forma surpreendente e divertida de como vai se desenrolando a
história foi o que mais me atraiu”, comenta.
Ele destaca
ainda a importância do equilíbrio entre comicidade e desconforto. “Trabalhamos
o ritmo cômico aproveitando ao máximo as situações propostas, para que o humor
surja naturalmente, sem exageros.”
Responsável
pela tradução e adaptação do texto, Priscilla Squeff destaca que a versão
brasileira partiu da montagem argentina, o que aproximou o ritmo da comédia do
nosso repertório cultural. “Tive que localizar algumas referências, atualizando
situações para que ressoassem com o público brasileiro sem perder o espírito
original da peça. O maior desafio é ajustar o tempo cômico: os contrapontos
verbais precisavam funcionar no nosso ritmo.”
Nesse
processo, o ponto de partida foi confiar nos personagens. “Eles são humanos,
falhos, exagerados — e justamente por isso, engraçados. A ideia é preservar o
humor, mas sem se descuidar da camada crítica: a dificuldade de comunicação nos
relacionamentos, o medo do confronto, os jogos de poder afetivo. Acredito que o
público vai rir de si mesmo, do amigo, do ex, daquele momento constrangedor que
todos já viveram ou ouviram falar.”
Sophia Abrahão
aponta a ausência de comunicação como tema central do espetáculo. “O que me
chama muito atenção é o retrato de como as pessoas podem se desconectar. Todas
as confusões que acontecem na peça são por falta de diálogo. As situações vão
ficando cada vez mais absurdas porque faltou comunicação. Gostaria muito que o
público refletisse sobre isso.”
Sobre sua personagem, a atriz vê
identificação pessoal: “A Sofía é bem parecida comigo. Ela é do diálogo, quer
conversar, expressar seus sentimentos e refletir sobre a relação. Tenho
bastante isso nos meus relacionamentos, gosto de deixar as coisas bem claras.”
Para o ator
Leandro Luna, o espetáculo levanta questões sobre padrões afetivos e relações
sociais. “Todos nós nos encaixamos em um tipo de padrão de relacionamento. A
peça apresenta de forma explicita, caraterísticas que se enquadram nesses
padrões e nos fazem refletir sobre como estamos nos relacionando nos dias de
hoje, em como reagimos ao lidar com os nossos medos e inseguranças, e o quanto
conseguimos ser verdadeiros nas nossas relações.”
Já Beto
Schultz destaca a importância da confiança. “Acho que a reflexão que fica é que
a verdade se prova, mais uma vez, peça essencial para qualquer relação, seja
ela de amizade, profissional ou amorosa. Muitas vezes tomamos importantes
decisões sem pensar e refletir o que pode causar problemas difíceis de resolver.”
João Fonseca
também reflete sobre a conexão entre o texto original e o público brasileiro:
“A peça traz questões universais a respeito das relações amorosas, de fácil
identificação em qualquer lugar do mundo, e por isso seu sucesso. Acredito que
o talento e o timing de comédia dos atores brasileiros vai potencializar ainda
mais essa comédia.”
SERVIÇO
Uma Semana, Nada Mais
Dias: 8/5 (sexta-feira) – 20h
9/5 (sábado) – 20h
10/5 (domingo) - 18h
Classificação etária: 14 anos
Local: Anfiteatro da escola Estadual
João Arruda Brasil
Duração: 80min
Ingressos: gratuito
Retirada: Biblioteca Municipal,
de segunda a sexta, das 8h às 11h e das 13h às 17h.
Realização: óleos Menu – Toyota
Tsusho Group e Prefeitura de Guararapes

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