PREFEITURA MUNICIPAL DE GUARARAPES

Cirurgia cardíaca sem abrir o peito avança e redefine o padrão de tratamento

 

Operar o coração com cortes mínimos já é uma realidade consolidada em centros de referência e vem ganhando espaço rapidamente. A cirurgia cardíaca robótica, realizada por pequenas incisões e com alta precisão, está mudando a forma como doenças cardíacas são tratadas, com impacto direto na recuperação dos pacientes.

Hoje, mais de 2,6 milhões de cirurgias robóticas são realizadas por ano no mundo, com crescimento consistente impulsionado pela evolução tecnológica e pela adoção em diferentes especialidades.

Na cirurgia cardíaca, o avanço é ainda mais significativo. Ao invés da abertura completa do esterno, a abordagem robótica permite acessar o coração por incisões de poucos centímetros entre as costelas, preservando estruturas importantes do tórax.

“Essa tecnologia nos permite realizar cirurgias complexas com muito mais precisão e menor impacto no organismo do paciente”, explica o cirurgião cardiovascular Dr. Robinson Poffo, que tem especialização em cirurgia cardiotorácica pela University of Alabama at Birmingham (EUA) e mestrado pela UFPR.


Os benefícios clínicos são claros. Estudos mostram que procedimentos minimamente invasivos estão associados a:

ü  Menor dor no pós-operatório;

ü  Redução da perda sanguínea;

ü  Menor necessidade de transfusão;

ü  Alta hospitalar mais precoce;

ü  Retorno mais rápido às atividades do dia a dia.

Outro ponto relevante é a ampliação das indicações. Com o avanço da técnica e maior experiência das equipes, a cirurgia robótica já é utilizada em diferentes procedimentos cardíacos, como: correção de válvulas (especialmente mitral), tratamento de arritmias, entre outros.

Além disso, a tecnologia oferece ao cirurgião uma visão tridimensional ampliada e maior controle dos movimentos, o que contribui para resultados mais precisos e previsíveis. “O robô não substitui o cirurgião, mas potencializa a capacidade humana. É uma evolução natural da cirurgia”, afirma Dr. Poffo.

A tendência é que a cirurgia cardíaca caminhe cada vez mais para abordagens menos invasivas, com foco em segurança, precisão e melhor experiência para o paciente, prevê o especialista.

Post a Comment

Postagem Anterior Próxima Postagem
Jornal O Impacto - Guararapes e Região

SICOOB COOPCRED

Jornal O Impacto - Guararapes e Região