A Vigilância
Sanitária de Guararapes deu início, nesta semana, à poda anual de todas as
palmeiras do município. O objetivo é remover o material vegetal acumulado ao
longo do ano, que serve de abrigo para o bicho-barbeiro, inseto transmissor da
doença de Chagas.
As palmeiras
são habitat do inseto, que se alimenta do sangue das maritacas alojadas no topo
das árvores.
Após o corte
das folhas, é aplicado inseticida no local da poda para impedir que o barbeiro
migre para as residências. Os insetos encontrados são coletados e encaminhados
ao laboratório da Sucen para análise de contaminação.
Os trabalhos
começaram pela praça Mohamad Dargham e seguem para a praça Nossa Senhora da
Conceição, o Centro de Lazer do Trabalhador e as avenidas do bairro Copacabana:
Eurides Amaral Marques de Oliveira, Princesa Isabel, Raquel Caldas e Gaudêncio
José Pereira.
Equipes de
endemias também percorrem um raio de 300 metros ao redor dos locais da poda,
orientando moradores e distribuindo panfletos educativos sobre o inseto.
O que fazer ao encontrar o bicho-barbeiro
Com as mãos protegidas por um saco plástico, coloque o inseto em uma caixinha de fósforo, vidro ou saco plástico vedado e encaminhe à Vigilância Sanitária.
Doença de Chagas
A
doença de Chagas é uma infecção parasitária e crônica causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi, transmitida
principalmente pelas fezes do inseto conhecido como barbeiro.
Ela pode
também ser transmitida de mãe para filho na gravidez, na transfusão de sangue
ou transplante de órgãos.
Em sua fase
inicial, a doença de Chagas pode causar febre, cansaço, dores no corpo e
inchaço no rosto ou nas pernas. Já na fase crônica, que acontece anos após a
contaminação, a doença causa problemas graves no coração (como insuficiência
cardíaca e arritmias) e no aparelho digestivo (aumento do esôfago ou do
intestino).
Apesar de
grave, a doença de Chagas pode ser tratada com 100% de eficácia, gratuitamente,
pelo sistema público de saúde. Porém, quando mais cedo detectada, mais seguro
será o tratamento.
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