O Tribunal do
Júri de Araçatuba (SP) condenou, nessa quinta-feira (13), a 58 anos e 4 meses
de prisão Bruno Henrique Brandão, 37, pelo assassinato e ocultação do corpo da então
namorada dele, a enfermeira Evelyn Souza, 41. Segundo o Hojemais Araçatuba, essa
é uma das maiores penas já aplicadas pelo Tribunal do Júri de Araçatuba.
Conforme a
denúncia do Ministério Público, o crime aconteceu em 3 de março de 2025, na
casa da vítima, após discussão pela propriedade de um veículo Nissan Kicks,
pertencente a Evelyn, mas que o réu teria dito que era do casal.
O próprio réu
declarou em depoimento à polícia que em função dessa discordância, ele a
agrediu com socos no rosto, que fez com que ela caísse. Em seguida, a segurou
pelo pescoço com as mãos, causando a morte por asfixia.
Vendo que ela havia morrido, ele colocou o corpo da vítima no carro dela e o levou a um canavial às margens da rodovia Elyeser Montenegro Magalhães (SP-463), onde o abandonou. O corpo só encontrado dois dias depois, por um trabalhador rural. Bruno foi preso na casa de Evelyn no mesmo dia.
Julgamento
Brandão foi
denunciado por homicídio cometido por razões da condição do sexo feminino,
envolvendo violência doméstica e familiar, que é o feminicídio, qualificado pelo
emprego de asfixia, além da ocultação do cadáver.
O Júri foi
composto por seis mulheres e um homem e, durante o julgamento, o promotor de
Justiça Adelmo Pinho pediu a condenação, de acordo com a denúncia, declarando
que esse foi um caso que mexeu muito com ele, pela violência.
Já a defesa,
feita pelo advogado Luciano Duarte Guimarães, alegou que a briga que motivou a
morte não teria sido pela propriedade do carro, mas sim pela posse do veículo,
já que ele não queria permitir que ela saísse com o carro após ter passado a
noite no hospital.
A sentença foi
proferida pelo juiz Carlos Gustavo de Souza Miranda, que determinou o regime
fechado para início da pena e não concedeu ao réu o direito de recorrer em
liberdade.

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