Um
guarda civil municipal (GCM) matou com um tiro no rosto um homem de 55 anos, identificado
mais tarde como sendo José Roberto Nunes, de 55 anos. O crime aconteceu na
manhã desta terça-feira (4), na frente de uma agência do Banco do Brasil,
localizada na vizinhança da praça Rui Barbosa, no centro de Araçatuba (SP).
O GCM estava
de folga e encontrou a vítima na frente da agência bancária, onde eles tiveram
uma discussão sobre um terreno, que já era motivo de discórdia entre ambos
havia algum tempo. Os dois seriam parentes. A vítima chegou a ser socorrida com
vida, mas chegou morta ao hospital.
Na delegacia,
o guarda teria afirmado que durante essa discussão a vítima o ameaçou de morte
e fez menção de que iria sacar uma arma da cintura, momento então que ele sacou
a sua pistola de serviço e fez dois disparos.
O GCM
permaneceu no local até a chegada da polícia, entregou a sua arma e foi
conduzido ao plantão policial, onde foi ouvido e depois, a autoridade policial
tomaria a medida cabível. Provavelmente, ele permanecerá detido até a audiência
de custódia, que acontece até 24 horas após a detenção, e onde a Justiça decide
pela soltura, ou prisão em flagrante.
Em
nota, a Secretaria Municipal de Segurança Pública, onde o GCM é lotado, disse o
seguinte:
“A Secretaria (de Segurança Pública) reitera
que colabora integralmente com a Polícia Civil, disponibilizando todas as
informações e documentos necessários ao pleno esclarecimento do episódio.
Paralelamente ao inquérito policial, a Secretaria Municipal de Segurança
Pública determinou a instauração de procedimento administrativo disciplinar
junto à Corregedoria da Guarda Civil Municipal, órgão responsável por apurar a
conduta do agente envolvido. O processo seguirá rigorosamente os princípios do
devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, assegurados a todo
servidor público.
A Secretaria Municipal de Segurança Pública
reafirma seu compromisso permanente com a legalidade, a transparência e a
responsabilidade na atuação de seus agentes, e ressalta que eventuais
irregularidades constatadas serão apuradas com o devido rigor e tratadas na
forma da lei."
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