A Vigilância Sanitária
(Visa) do Departamento de Saúde de Guararapes está promovendo, até o dia 15, a
Semana de Combate à Leishmaniose, com atividades de prevenção e busca ativa de
casos em áreas com maior registro da doença. A coleta de sangue para exame de
leishmaniose em cães será feita principalmente na Vila Medeiros e no bairro
Itália, apontados como os locais com mais ocorrências.
Segundo a
Prefeitura de Guararapes, o trabalho da equipe depende do apoio dos moradores.
A orientação é colaborar com as visitas e seguir as recomendações repassadas
durante a ação, que tem como foco reduzir o risco de transmissão e identificar
animais suspeitos o quanto antes.
A Prefeitura
reforça que, ao notar sinais compatíveis com leishmaniose no animal, o tutor
deve procurar orientação e agendar o exame. Entre os sintomas que merecem
atenção estão: emagrecimento, perda de apetite, feridas na pele, queda de
pelos, fezes com sangue e crescimento anormal das unhas. Para agendar o exame,
o tutor deve ligar para 18.3606-2616.
De janeiro a
julho de 2026, foram realizados 600 testes rápidos em cães no município, com 26
resultados positivos, segundo a Visa.
O que é a leishmaniose e como acontece a transmissão
A leishmaniose
é uma doença causada por um parasita e transmitida pela picada do mosquito-palha quando ele está infectado.
A Visa explica que a doença não passa de pessoa para pessoa e não passa de
cachorro para pessoa diretamente: é o mosquito-palha que leva o parasita de um
hospedeiro a outro.
Pequeno e de cor amarelada, o mosquito-palha costuma se reproduzir em locais com lixo ou matéria orgânica em decomposição, como folhas, restos de poda e entulho com sujeira acumulada. Na forma mais grave, a leishmaniose visceral atinge órgãos internos como baço, fígado e medula óssea. Se não for tratada, pode ser fatal.
Sintomas em pessoas, prevenção e tratamento
Em humanos, os
principais sintomas são: febre prolongada, anemia, emagrecimento, fraqueza,
cansaço, diarreia e inflamação dos gânglios linfáticos.
Existe
tratamento para pessoas, que deve ser buscado nas unidades básicas de saúde. O
atendimento é gratuito.
Para os
animais, a Prefeitura informa que não há cura, mas existe tratamento contínuo
com orientação de médico-veterinário para acompanhamento e controle da doença.
Como reduzir o risco
• Manter o quintal limpo e sem acúmulo de
folhas, restos de comida e fezes.
• Evitar lixo e matéria orgânica em
decomposição no terreno e em áreas próximas.
• Permitir a entrada da equipe nas áreas de
coleta e seguir as orientações durante a Semana de Combate.

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