O Supremo Tribunal
Federal (STF), determinou que os Tribunais de Justiça de seis estados e do
Distrito Federal identifiquem imediatamente os magistrados que receberam
"pagamentos exorbitantes", os chamados supersalários, formados com os
penduricalhos.
Conforme a decisão
dos ministros do STF, os tribunais terão que determinar a imediata devolução,
pelos juízes, de valores que ultrapassarem os limites fixados pelo Supremo. A
ordem foi emitida para os tribunais de Goiás, Maranhão, Paraná, Rio de Janeiro,
Rio Grande do Norte, Rondônia e do Distrito Federal.
Os ministros
também determinaram que essas cortes suspendam o pagamento de todas as verbas
indenizatórias em desacordo com as regras fixadas em março.
Penduricalhos são verbas extras que ajudam a inflar a remuneração de servidores públicos. Esses valores, por vezes, elevam os vencimentos mensais para acima do teto do funcionalismo, que equivale ao salário de um ministro do STF, hoje em R$ 46,3 mil.
'Exorbitantes'
Em julho, os ministros
do STF pediram aos tribunais informações detalhadas sobre os valores e verbas
pagas a cada magistrado da ativa e aposentado, bem como aos pensionistas, nos
meses de abril, maio, junho e julho. Também pediram cópias das folhas de
pagamento tanto em relação às verbas remuneratórias, quanto a verbas
indenizatórias.
Porém, segundo
os ministros, apesar da "clareza" das diretrizes fixadas pela Corte
máxima, os tribunais estaduais pagaram verbas em desacordo, como auxílio
assistência pré-escolar; licença compensatória; auxílio mudança; auxílio
adoção; 20% final carreira; gratificação indenizatória por função
administrativa; gratificação presidente, entre outras.
O STF encontrou alguns absurdos
salariais, como listado abaixo:
·
Autorização
de pagamento de R$ 3.265.669,19 a um desembargador aposentado do Maranhão em
abril;
·
Pagamento
de mais de R$ 100 mil a 300 magistrados do Maranhão em abril;
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Pagamento
de mais de R$ 200 mil a cinco magistrados do Rio de Janeiro em abril;
·
Pagamento
de mais de R$ 100 mil a 589 magistrados do Rio de Janeiro em abril;
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Pagamento
de mais de R$ 100 mil a 194 magistrados do Rio de Janeiro em maio;
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Pagamento
de R$ 490 mil a magistrada do DF em maio;
·
Pagamento
de mais de R$ 200 mil a nove magistrados de Goiás em abril;
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Pagamento
de mais de R$ 100 mil a 130 magistrados de Goiás em abril;
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Pagamentos
de R$ 554 mil a magistrado aposentado do Rio Grande do Norte em abril e em maio;
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Pagamento
de mais de R$ 100 mil a 73 magistrados do Rio Grande do Norte em abril;
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Pagamento
de mais de R$ 100 mil a 73 magistrados do Paraná em abril;
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Pagamento
de mais de R$ 100 mil a 90% dos magistrados do TJ de Rondônia em abril.
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