A Região
Administrativa de Araçatuba apresentou crescimento nas exportações e na
atividade econômica em 2026. Entre janeiro e julho, as exportações somaram US$
602 milhões, alta de 5,5% em relação aos US$ 570,6 milhões registrados no mesmo
período de 2025. As importações caíram 11,1%, de US$ 155,3 milhões para US$ 138
milhões.
Com o aumento das vendas externas e a redução das compras, o superávit comercial chegou a US$ 464 milhões, crescimento de 11,7% em relação aos US$ 415,3 milhões registrados nos primeiros sete meses de 2025. Os produtos da região foram enviados para 106 países, enquanto as importações tiveram origem em 53 países. Os dados foram divulgados pela plataforma Observatório Econômico de Araçatuba.
Carnes e açúcar lideram exportações
As carnes
bovinas congeladas lideraram a pauta exportadora, com US$ 222,5 milhões, alta
de 20,8%. Os açúcares de cana ou de beterraba ficaram em segundo lugar, com US$
198,9 milhões.
O álcool
etílico não desnaturado apresentou o maior crescimento entre os principais
produtos. As exportações passaram de US$ 21 milhões para US$ 46,7 milhões,
aumento de aproximadamente 123%.
Também se
destacaram as outras preparações e conservas de carne, com US$ 21,8 milhões, e
as tripas, bexigas e estômagos de animais, com US$ 11,6 milhões.
A China
permaneceu como principal destino dos produtos regionais, com US$ 212,5 milhões
em compras, crescimento de 22,5%. A participação chinesa passou de 30,4% para
35,3% das exportações da região.
Os Estados
Unidos ficaram em segundo lugar, com US$ 39,8 milhões, mas registraram queda de
28,2% em relação aos US$ 55,5 milhões do mesmo período de 2025. Países Baixos,
Índia e Bangladesh também aparecem entre os principais mercados, com US$ 30,1
milhões, US$ 28,1 milhões e US$ 19,9 milhões, respectivamente.
Para o
economista e professor Marco Aurélio Barbosa de Souza, CEO do Observatório
Econômico, os números mostram a importância do comércio exterior para a
economia regional.
“Os resultados
mostram uma importante inserção da nossa economia no mercado internacional. O
desafio agora é transformar essa inserção em uma agenda permanente de
desenvolvimento, com diversificação de mercados, agregação de valor e
identificação das empresas com potencial de internacionalização”, afirmou.
PIB regional
A economia da
região apresentou crescimento no início de 2026, segundo dados da Fundação
Seade analisados pelo Observatório Econômico. O Produto Interno Bruto (PIB)
regional cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026, na comparação com o mesmo
período de 2025.
No acumulado
dos quatro trimestres encerrados no primeiro trimestre deste ano, o crescimento
chegou a 2,7%. A Indústria registrou alta de 5,1%, enquanto o setor de Serviços
cresceu 1,2%. Os dois setores compensaram a retração de 24% registrada pela
Agropecuária no período.
Em valores
correntes, o PIB regional passou de R$ 8,96 bilhões no primeiro trimestre de
2025 para R$ 9,37 bilhões no mesmo período de 2026. O aumento foi de R$ 410
milhões.
A economia
regional tem os Serviços como principal componente. Em 2025, o setor respondeu
por 66,5% do Valor Adicionado da Região Administrativa de Araçatuba. A
Indústria representou 22,6%, e a Agropecuária respondeu por 10,9% do Valor
Adicionado.
Os dados de
2025 também mostram a evolução do PIB regional, que alcançou R$ 44,4 bilhões. O
resultado representa o maior valor registrado pela região desde o início da
série histórica da Fundação Seade, em 2002.
A região reúne
43 municípios e mantém uma economia baseada principalmente nos setores de
Serviços e Indústria, com participação da Agropecuária na composição do Valor
Adicionado e nas exportações.

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