A região de
Araçatuba registrou a concessão do Auxílio-Aluguel para 156 mulheres vítimas de
violência doméstica inscritas no programa até julho, resultando em investimento
de R$ 78 mil. No estado, foram mais de R$ 2,9 milhões destinados a 5,8 mil
mulheres. Desde o início do programa, em fevereiro de 2025, foram atendidas
mais de 9,9 mil mulheres, com investimento superior a R$ 29,9 milhões em todo o
estado.
Os dados foram
consolidados pela Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo
(SEDS). A iniciativa chegou a 593 municípios paulistas, um indicativo da
abrangência da política pública e do papel central da rede municipal de
assistência social como porta de entrada para o benefício.
Criado pelo
Governo de São Paulo, o programa oferece uma ajuda de custo mensal de R$ 500
por seis meses, com possibilidade de renovação por igual período. O objetivo é
garantir condições concretas para que mulheres em situação de vulnerabilidade
possam se afastar de relações violentas com segurança e dignidade.
Podem
solicitar o benefício mulheres que possuam medida protetiva expedida pela
Justiça, estejam em situação de vulnerabilidade e cuja renda, até o momento da
separação, não ultrapasse dois salários mínimos. O cadastramento é feito pela
rede municipal de assistência social nos municípios participantes. Após análise
e aprovação, o valor é disponibilizado por meio de Poupança Social no Banco do
Brasil, diretamente às beneficiárias.
Além do
suporte financeiro, o programa articula outras políticas públicas municipais,
ampliando o acesso a serviços de proteção social, orientação e acompanhamento
às mulheres atendidas em todo o estado.
Onde buscar
atendimento:
• *Assistência Social*: CRAS
(Centros de Referência da Assistência Social), CREAS (Centros de Referência
Especializados de Assistência Social) e Centros de Referência de Atendimento à
Mulher;
• *Saúde*: UBS (Unidade Básica de
Saúde), pronto-socorro e hospitais;
• *Segurança Pública*: DDM
(Delegacia de Defesa da Mulher), distrito policial, batalhão da Polícia Militar
e Corpo de Bombeiros;
• *Sistema de Justiça*:
Ministério Público, Defensoria Pública e Ordem dos Advogados do Brasil;
• *Canais de orientação e
denúncia*: Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher) e 190, para emergências.

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