O
cantor, compositor e pianista Benito de Paula morreu na noite desse domingo
(18), aos 84 anos, no Hospital 9 de Julho, em São Paulo (SP), em decorrência de
um câncer na próstata, doença contra a qual ele lutava desde 2025.
Nascido
em Nova Friburgo (RJ) em 28 de novembro de 1941, sob o nome de Uday Velloso,
Benito fez bastante sucesso nos anos 70-80, sempre com sambas românticos, tendo
o som do piano como referência em suas melodias.
Diplomado na
escola noturna das boates, território onde constatou que o manuseio das teclas
do piano surtia efeito de batucada, Benito Di Paula marcou época nos palcos dos
auditórios dos programas de TV com o informal visual de gala composto por
anéis, casacas, colares, gravatas borboletas, pulseiras e, claro, os cabelos
longos e outrora cacheados. Quem viveu no Brasil ao longo dos anos 1970 lembra
da figura de Benito.
O cantor
debutou no mercado fonográfico em 1967 e lançou em 1971 o primeiro álbum,
“Benito Di Paula” (1971), ao qual se sucedeu o segundo, “Ela” (1972),
apresentado um ano depois com o primeiro sucesso do artista, “Violão não se
empresta a ninguém” (1972).
Contudo, o
reinado de Benito Di Paula começou de fato em 1973 com dolente samba-canção,
“Retalhos de cetim”. Nos anos seguintes vieram “Charlie Brown” (1974), “Beleza
que é você mulher” (1974), “Bandeira do samba” (1975), “Como dizia o mestre”
(1975), “Vai ficar na saudade” (1975), “Tudo está no seu lugar” (1976), “Do
jeito que a vida quer” (1976, grande samba dos versos confessionais “...É que
meu samba me ajuda na vida / Minha dor vai passando esquecida”), “Assobiar e
chupar cana” (1977) e “Proteção às borboletas” (1977)
No início dos
anos 80, Benito de Paula também conseguiu os primeiros lugares das paradas de
sucesso com “Ah! Como eu amei” de 1981 “Amigo do sol, amigo da lua” (1984).
Nos últimos
anos, a obra de Benito Di Paula passou por processo de reavaliação e gerou
tributos na área fonográfica e também no Carnaval. Em 2025, o artista foi
enredo da escola de samba Águia de Ouro, uma das mais importantes do Carnaval
paulistano. A agremiação desfilou com o enredo “Em Retalhos de Cetim, a Águia
de Ouro do jeito que a vida quer” e com a presença do próprio Benito,
emocionado, em um dos carros alegóricos.

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