A cirurgiã
plástica Daniele Barreto, de 46 anos, foi encontrada morta nessa terça-feira
(9), na cela onde estava presa desde a segunda-feira, no presídio feminino de
Nossa Senhora do Socorro, em Sergipe. A polícia investiga as circunstâncias da
morte, mas a princípio trata o caso como suicídio.
Daniele é suspeita de encomendar a morte do marido, o advogado José Lael, em 18 de outubro de 2024. Ele foi assassinado com três tiros, dentro do carro da família, por uma dupla de criminosos. No veículo também estava o filho da médica e da vítima, um adolescente de 12 anos, que foi alvejado por um tiro, mas sobreviveu.
No dia do
crime, câmeras de monitoramento captaram imagens de funcionárias da médica
conversando com os assassinos. À noite, Daniele Barreto pediu ao marido para
que fosse comprar açaí. Assim que ele saiu, segundo investigação da polícia,
ela teria informado os atiradores.
A médica foi
presa no dia 12 de novembro de 2024, com outras seis pessoas suspeitas de envolvimento
no crime. Após passar um período em uma delegacia da capital sergipana, ela foi
transferida para o presídio de Nossa Senhora do Socorro.
Em maio deste
ano, Daniele teve a prisão convertida em domiciliar, mas a Justiça decidiu, no
dia 30 de agosto, manda-la de volta ao presídio. No dia seguinte, alegando
estar passando mal, ela foi internada em uma clínica psiquiátrica. No entanto,
como não teve nenhum surto até a segunda-feira (8), a médica foi transferida
para o presídio, sendo encontrada morta 24 horas depois.
Postar um comentário