Os brasileiros
terão redução na conta de luz em outubro. O anúncio foi feito no final de
setembro, pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que neste mês
adotará a bandeira tarifária vermelha 1,
adicionando à fatura R$ 4,46 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. O
valor é menor do que a bandeira vermelha patamar 2, que vigorou até o mês
passado, e representava um adicional de R$ 7,87 para cada 100 quilowatts-hora
(kWh) consumidos.
Mesmo com a
redução, o impacto mensal não será muito significativo. Para minimizar o
impacto no orçamento familiar, é essencial adotar medidas de eficiência
energética e conscientização do consumo.
DICAS PARA ECONOMIZAR NA CONTA DE LUZ
Eletrodomésticos
• Utilizar a capacidade máxima das máquinas de
lavar e secar;
• Ficar atento à quantidade de
sabão nas máquinas de lavar, evitando repetir a operação de enxágue;
• Desligar ou retirar da tomada os
eletrodomésticos quando não estiverem em uso;
• Evitar deixar aparelhos em
stand-by, pois continuam consumindo energia.
Iluminação
• Substituir lâmpadas incandescentes por
opções mais eficientes, como LED;
• Aproveitar a iluminação natural
sempre que possível;
• Apagar as luzes ao sair de um
ambiente.
Aquecimento e Resfriamento
• Utilizar ar-condicionado apenas
quando necessário e ajustar a temperatura para 23°C;
• Manter portas e janelas
fechadas quando o ar-condicionado estiver ligado;
• Evitar o uso excessivo de
chuveiros elétricos e optar por banhos mais curtos.
Conscientização e hábitos
• Orientar todos os membros da família sobre a
importância de economizar energia;
• Monitorar regularmente o
consumo de energia e ajustar hábitos conforme necessário;
• Compartilhar dicas de economia
de energia com amigos e familiares.
OS VILÕES DA CONTA DE LUZ
Os maiores
vilões da conta de luz em casa são os aparelhos que combinam alta potência com
uso frequente, e trocar eletrodomésticos antigos faz diferença no gasto de
energia. Aparelhos mais antigos foram fabricados em uma época em que a
eficiência energética não era prioridade, e por isso consomem muito mais energia
do que os modelos atuais. Embora a troca exija um investimento inicial, a
economia na conta compensa em médio e longo prazo, além de trazer mais conforto
e durabilidade.
Ar-condicionado: um modelo de 12.000 BTUs, usado 8 horas por
dia, consome em torno de 170 kWh por mês, o que representa mais de R$ 160,00 na
fatura.
Chuveiro
elétrico: em apenas alguns minutos de banho pode gastar mais energia do
que outros aparelhos ligados por horas. Um chuveiro de 5.500W, usado por 15
minutos por dia, consome cerca de 2,2 kWh, o que dá aproximadamente 66 kWh no
mês. Considerando uma tarifa média de R$ 0,95 por kWh, isso equivale a quase R$
63,00 mensais apenas com esse aparelho. Diminuir o tempo de banho no chuveiro
elétrico em apenas cinco minutos já representa cerca de R$ 21,00 de economia
por pessoa no mês.
Geladeira: é o único eletrodoméstico que funciona 24 horas
por dia; um modelo antigo pode gastar cerca de 100 kWh mensais, ou R$ 95,00,
enquanto uma versão moderna e eficiente consome por volta de 40 kWh, ou R$
38,00.
Ferro de passar: em duas horas semanais chega a consumir
quase 15 kWh por mês (cerca de R$ 14,00).
Lâmpadas incandescentes ou fluorescentes antigas: uma
lâmpada de 60W ligada 5 horas por dia consome 9 kWh no mês (cerca de R$ 8,50),
enquanto uma de LED equivalente consome apenas 1,35 kWh (cerca de R$ 1,30).
Trocar
lâmpadas incandescentes ou fluorescentes por LEDs pode reduzir em até 80% o
gasto com iluminação. Se uma casa tiver 10 lâmpadas de 60W ligadas 5 horas por
dia, o gasto mensal seria de R$ 85,00; substituindo por LEDs de 9W, o gasto cai
para R$ 13,00, uma economia de R$ 72,00 mensais.
Carregadores de celular: embora o consumo seja pequeno
quando comparado a aparelhos como chuveiro ou ar-condicionado, ele existe e
pode pesar no longo prazo, especialmente em casas onde há vários carregadores
sempre conectados. Um carregador de celular moderno, sem o aparelho conectado,
consome em média 0,1 W a 0,3 W em stand by.
ENTENDA O MODELO DE BANDEIRAS
O modelo de
bandeiras tarifárias foi criado em 2015, sendo considerado por especialistas do
setor mais efetivo do que o modelo anterior para as famílias lidarem com seus
orçamentos.
Antes das
bandeiras, o repasse dos custos extras da geração de energia era feito apenas
nos reajustes tarifários anuais, sem informar o consumidor sobre o preço atual
da energia.
Com o sistema
de bandeiras, o consumidor recebe um sinal claro sobre o custo da energia no
momento, permitindo que ele adapte seu consumo. Isso incentiva um uso mais
consciente e responsável da eletricidade, contribuindo para a redução da
necessidade de acionar usinas termelétricas.
Além disso, o
modelo de bandeiras tarifárias permite que os custos extras sejam repassados
mensalmente às distribuidoras de energia, evitando o acúmulo de dívidas e a
necessidade de reajustes tarifários mais altos no futuro.
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