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Padre é condenado à prisão e a devolver mais de R$ 500 mil por furto em hospital

 

A Justiça da Paraíba condenou o padre Egídio de Carvalho Neto (foto abaixo) a 5 anos, 6 meses e 20 dias de prisão pelo furto de 600 celulares doados pela Receita Federal ao hospital filantrópico Padre Zé, do qual ele era diretor em 2023.

Reprodução


Um segundo homem acusado de coparticipação no crime, identificado como Samuel Rodrigues Cunha Segundo, também foi sentenciado à 4 anos, 7 meses e 16 dias de prisão. Ambos iniciarão o cumprimento da pena em regime semiaberto.

Além da pena de reclusão, os réus foram condenados ao pagamento de multa e à reparação solidária dos danos materiais causados, totalizando, no mínimo, R$ 525.877,77, valor sujeito à correção monetária.

Segundo o Gaeco/MPPB, a Operação Indignus envolveu medidas cautelares como buscas e apreensões, afastamento de sigilos bancário, fiscal e telemático e sequestro de bens. Mais de 20 processos judiciais foram instaurados, com 11 denúncias oferecidas até o momento, incluindo práticas como lavagem e ocultação de bens, peculato, obstrução de justiça e constituição de organização criminosa estruturada em múltiplos núcleos.

No âmbito patrimonial, 19 imóveis atribuídos ao padre Egídio foram identificados, parte deles já solicitada à Justiça para alienação antecipada, visando garantir a futura reparação ao erário. Parte dos fatos também foi encaminhada ao Ministério Público Federal, diante da possibilidade de utilização de recursos federais.

De acordo com o Gaeco, dezenas de audiências já foram realizadas e outras estão programadas para 2026, com todos os recursos e incidentes processuais sendo acompanhados pelo Ministério Público.

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