Um
dos crimes mais brutais e revoltantes dos últimos anos no Brasil está sendo
investigado pela Polícia Civil de Rondônia. No centro estão o casal Callebe
José da Silva e sua companheira, Ivanice Farias de Souza, que se autodeclaravam
pastores de um tal Ministério Profético Apocalipse. Também está presa a mãe de
Callebe, Benedita Maria da Silva.
Os três são acusados de torturar brutalmente e manter em cárcere privado por meses uma adolescente de 16 anos. Há também indícios de que a menina tenha sofrido abusos sexuais. Seu nome era Marta Isabelle dos Santos Silva (foto acima). Era filha do ‘pastor’ Callebe, neta de Benedita e enteada da ‘pastora’ Ivanice.
Há
três anos, Marta foi retirada da escola pelo pai. Sua presença no convívio
social, incluindo nos cultos comandados pelo pai e madrasta, passou a ficar
cada vez mais rara, até que cessaram completamente há três meses.
Durante
esse período, Martinha, como era carinhosamente chamada pela família e amigas,
permaneceu amarrada com fios à cama, sem acesso ao banheiro e banhos, comendo os
restos de comida que lhe eram servidos, tinha o cabelo cortado bem rente e
sofria espancamentos diários.
Os 'pastores' acusados do crime brutal contra Isabelle eram ativos nas redes sociais
O corpo de Martinha foi encontrado na cama, sob um lençol. Ela usava uma fralda, estava severamente desnutrida e tão machucada que a polícia descreveu como “feridas com larvas e ossos expostos”.
Para
a polícia, o pai e a madrasta disseram que Martinha havia fugido de casa há
meses e voltou naquele estado deplorável. Mas a versão não foi engolida pelos
policiais, ao notarem que as marcas de fios que a mantiveram em cárcere privado
não eram recentes.
Martinha gostava de cantar na igreja e sonhava terminar os estudos. Ela nasceu na Paraíba, mas aos seis anos foi mandada pela mãe para morar com o pai em Porto Velho (RO).
Dias antes de a menina morrer, uma filha da ‘pastora’ Ivanice procurou a
polícia e fez uma denúncia formal contra Callebe, afirmando que ele estaria
torturando Martinha. Mas a polícia demorou para verificar a denúncia.


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