Uma assistente
social de 70 anos, identificada como Maria José de Oliveira Beserra, foi
assassina com 14 golpes de faca dentro da casa em que morava, em Ribas do Rio
Pardo (MS). O corpo da idosa foi encontrado na manhã de segunda-feira (29) pelo
cunhado dela, que mora numa casa ao lado.
Maria José morava
sozinha, mas todas as manhãs tinha o hábito de preparar o café da manhã para
tomar junto com os familiares vizinhos.
A rotina da
família foi quebrada quando Maria José não apareceu para preparar o café da
manhã, como fazia todos os dias.
Nilson contou
que, na manhã de segunda-feira, o café não estava na varanda, como de costume.
A família pensou que a idosa tivesse dormido e perdido a hora. Eles bateram na
janela do quarto, mas não houve resposta. A cachorrinha da vítima, que dormia
com ela, começou a choramingar, o que aumentou a preocupação.
Ao entrar
pelos fundos da casa, Nilson encontrou a porta aberta e viu a cunhada caída ao
lado da cama, em meio a muito sangue. “No primeiro momento, achei que pudesse
ter sido um infarto ou alguma coisa assim, e que ela tivesse vomitado sangue.
Mas depois vi as perfurações no pescoço dela”, contou.
Câmeras de
segurança de um vizinho registraram a movimentação de um homem na região. As
imagens, segundo o cunhado, foram entregues diretamente à polícia.
De acordo com
o relato, o homem aparece primeiro por volta das 19h30 de domingo, transitando
em frente ao imóvel. Depois, surge novamente durante a madrugada, entre 0h40 e
1h10, seguindo em direção a uma área de invernada em frente à residência.
“A pessoa
entrou no mato em frente à residência. É um homem. Como essa pessoa já seria
conhecida no meio policial, a polícia trabalha nessa linha de investigação”,
afirmou Nilson.
O cunhado
disse que a polícia já teria um suspeito e investiga a possibilidade de
envolvimento de um homem que seria foragido do sistema prisional.
Apesar da
violência do crime, Nilson afirma que nenhum objeto foi levado. Maria José
estava com um colar no pescoço, usava anel de formatura e a bolsa permaneceu no
quarto. “O estranho é que não roubaram nada, absolutamente nada. Pela forma
como aconteceu, acredito que a pessoa entrou para matá-la mesmo, não para
furtar ou levar alguma coisa”, disse.

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