Em meio a um
importante ano eleitoral e uma polarização dos debates que impactam diretamente
os pequenos negócios, a Rede de Associações Comerciais inicia uma nova mobilização
em defesa das micro e pequenas empresas, responsáveis pela maior geração de
emprego e renda no país.
Durante
reunião de vice-presidentes da Facesp, realizada nessa segunda-feira (23),
lideranças do sistema associativista definiram três pautas prioritárias para
2026: protagonismo nas eleições, com apoio a propostas alinhadas à classe
empreendedora; mobilização nacional pela aprovação do voto distrital; e a
construção de um manifesto contra a redução da escala 6x1, com o objetivo de
dar voz à insatisfação do setor produtivo.
Para
fortalecer o posicionamento contrário à diminuição da jornada de trabalho, as
Associações Comerciais receberão dados técnicos e econômicos que poderão ser
compartilhados nos municípios e regiões, demonstrando os impactos negativos da
proposta sobre a economia local e a sustentabilidade dos pequenos negócios.
Presente à
reunião, o conselheiro da Facesp, Guilherme Afif Domingos, afirmou que a
redução da carga horária sem contrapartida em qualificação profissional
representa “um desastre anunciado”. Segundo ele, o tema exige uma mobilização
pública expressiva, iniciando por São Paulo, para demonstrar a insatisfação do
setor produtivo diante da exclusão do debate.
Afif também
ressaltou que a mudança pode ser prejudicial aos próprios trabalhadores, ao
comprometer a viabilidade financeira de milhares de pequenos negócios.
Uma das
estratégias da mobilização será apresentar aos colaboradores os impactos
diretos da proposta, mostrando que muitos empreendedores não terão condições de
manter o negócio em funcionamento, gerando demissões.
Para o
presidente da Facesp, Alfredo Cotait Neto, trata-se de projetos com viés
eleitoreiros, que ignoram efeitos estruturais sobre a economia. Segundo ele, há
risco de decisões parlamentares orientadas pela busca de popularidade, sem
análise de consequências de médio e longo prazo.
Cotait defende
uma atuação firme das ACs e da sociedade civil organizada para expor a
superficialidade do debate e os impactos reais sobre empresas, empregos e renda.
A Facesp
avalia que, por se tratar de um tema eleitoral, a reação precisa ser rápida,
estruturada e contundente, apresentando alternativas concretas à proposta em
discussão.
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