Uma tentativa
de golpe envolvendo o nome da Santa Casa de Araçatuba acendeu um novo alerta
sobre criminosos que utilizam falsas informações médicas para extorquir
dinheiro de parentes de pacientes internados. O caso foi registrado na manhã
dessa segunda-feira (20) na Polícia Civil.
Segundo o
boletim de ocorrência, a filha de um paciente que está internado na Unidade de
Terapia Intensiva (UTI) recebeu uma mensagem pelo WhatsApp de um homem que
afirmava ser um médico da Santa Casa. Durante a conversa, ele se apresentou
como doutor Marco Antônio e passou a relatar um suposto quadro clínico de
urgência.
O falso médico
informou que o paciente apresentava uma hemorragia e que precisaria passar por
exames específicos antes de uma cirurgia. Em seguida, disse que seria
necessário o pagamento imediato de R$ 15 mil para acelerar a realização dos
procedimentos, alegando que, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a espera seria
maior.
A abordagem, no entanto, levantou suspeitas. Antes de qualquer transferência, a familiar solicitou o número do registro profissional (CRM) do suposto médico. A partir desse momento, o criminoso encerrou a conversa, bloqueou o contato e desapareceu. Como a família não realizou nenhum pagamento, não houve prejuízo financeiro.
Hospital alerta para golpe
Após a
ocorrência, a Santa Casa de Araçatuba voltou a reforçar que não solicita
pagamentos por telefone, WhatsApp, e-mail ou qualquer outro aplicativo para a
realização de exames, cirurgias, medicamentos ou procedimentos hospitalares,
tanto para pacientes atendidos pelo SUS quanto por convênios.
A instituição
destaca que todos os serviços prestados pelo Sistema Único de Saúde são
gratuitos e orienta familiares de pacientes a desconfiarem de qualquer pedido
de depósito, PIX ou transferência bancária feito em nome do hospital.
Em caso de
contato suspeito, a recomendação é interromper imediatamente a conversa,
confirmar as informações diretamente com a unidade hospitalar e registrar a
ocorrência na Polícia Civil.
A direção da
Santa Casa também orienta que situações semelhantes sejam comunicadas à
Ouvidoria da instituição para que novas vítimas possam ser alertadas e os casos
sejam acompanhados pelas autoridades competentes.
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